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Cachoeira Vô Delfim.
Sede. Itanhandu/MG.
Cachoeira.
SF-23-ZAI3 (Folha Passa Quatro - Série Cartográfica 1:100.000 de Minas Gerais).
A partir da sede urbana, seguir 6km de estrada de terra até o Bairro Jardim. Ao chegar ao bairro, antes de cruzar a ponte sobre o Rio Verde, seguir à direita estrada do Vô Delfim (sentido Paiolinho/Passa Quatro) por mais 1km até o Curral do Vô Delfim. Em seguida seguir por trilha de aproximadamente 500m passando por dentro do curral. As estradas, embora sem pavimentação, estão em boas condições de tráfego, com largura para até dois carros.
A cachoeira do Vô Delfim é caracterizada por uma queda d’água pequena e um poço no Rio Verde. Está localizada no Bairro Jardim, dentro da fazenda conhecida de Vô Delfim, sendo o acesso através de uma trilha, que passa pelo curral da fazenda. Está em obras um novo caminho, desviando a passagem de dentro do curral para uma paralela a ele. A trilha de acesso é íngreme, não acompanha as curvas de nível do terreno rochoso, dificultando o caminho e sendo propícia à erosão. O acesso é feito pela margem esquerda do Rio (no sentido da correnteza).
A cachoeira está localizada no leito do Rio Verde, no município de Itanhandu. Há um poço de cerca de 20m de largura em um dos meandros do rio; após, há uma ilha com mata nativa no centro do leito, dividindo-o em dois braços que se juntam após cerca de 10m. Há então um outro poço de 20m de largura e enfim, a queda d´água de aproximadamente três metros de altura.
Integrada em área rural, a cachoeira apresenta vestígios de mata ciliar na margem direita, e na esquerda, área de pastagem e pequenos arbustos isolados.
Segundo relatos, com o passar dos anos o volume de água da queda e no poço diminuiu consideravelmente, devido à ação humana na nascente do Rio Verde e nos seus afluentes. Outro aspecto observado é o assoreamento nas margens do rio, causado por detritos trazidos pela correnteza, principalmente quando há trombas d’água nas cabeceiras.
A Cachoeira do Vô Delfim, inserida em propriedade privada, é utilizada diretamente e sem restrições para a visitação pública (banho), não obstante ao consentimento dos proprietários. O uso pela população local é intenso, principalmente durante finais de semana e feriados.
A região é caracterizada por terreno montanhoso, de solo pouco fértil e rochoso, de clima tropical de altitude, possuindo temperatura média anual de 25,7ºC.
O Rio Verde onde está localizada a cachoeira nasce na Serra da Mantiqueira, no município de Itanhandu e passa por 23 cidades no Sul de Minas. O Rio apresenta dois meses de seca ao ano,e disponibilidade hídrica entre 10 e
A cachoeira está a 950m de altitude, em uma área original de Mata Atlântida, hoje substituída em sua grande maioria por áreas de pastagem, contudo ainda conserva parte de sua mata ciliar.
O sítio encontra-se parcialmente preservado, visto o avançado estágio de desmatamento da mata ciliar.
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Apresenta sinais de assoreamento devido ao acúmulo de detritos trazidos pela chuva para as margens e fundo do rio. Há relato de que o rio naquele local já esteve com maior volume de água, devido à degradação sofrida na nascente e no local.
O sítio apresenta sujeira deixada por banhistas e visitantes. Há um latão de lixo da prefeitura, que é limpo uma vez na semana, mas que não é suficiente na época das férias, quando o movimento aumenta significativamente.
Instalação de coletores de lixo adequados, em pontos estratégicos da área da cachoeira, e nas férias intensificar a limpeza dos recipientes.
O caminho que leva a cachoeira deve ser refeito, acompanhando as curvas de nível para facilitar o acesso e diminuir o risco de erosões no terreno.
Recomenda-se a aplicação da própria legislação ambiental brasileira. A vegetação deve ser preservada em uma extensão de 30m em ambas as margens para os cursos d’água com menos de 10m de largura e nas encostas com declividade superior a 45º, além de outras medidas previstas no Código Florestal (lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965) que define as áreas de preservação permanente (APP’s). O objetivo é impedir qualquer tipo de uso, em especial nas margens, re-introduzindo as espécies nativas do bioma equivalente. Dessa forma, pretende-se desacelerar os processos erosivos, proteger o sítio natural, favorecer o asilo da fauna e flora; dando perenidade ao recurso hídrico, além de favorecer o bem estar público.
ELETRÔNICAS:
www.estradareal.org.br. Acesso em 12/03/2008.
www.ief.mg.gov.br. Acesso em 19/06/2007.
www.igam.mg.gov.br. Acesso em 25/03/2008.
www.almg.org.br. Acesso em 25/03/2008.
RESPONSÁVEL PELAS INFORMAÇÕES: PREFEITURA MUNICIPAL DE ITANHANDU/MG.
Levantamento (Jan/2008): Mariana S. Ribeiro (Arquiteta Urbanista) / Márcio Bustamante (Historiador) / Rafael Teixeira (Turismólogo).
Elaboração (Jan e Fev/2008): Mariana S. Ribeiro (Arquiteta Urbanista) / Rafael Teixeira (Turismólogo).
Revisão (Abr/2008): Memória Arquitetura.
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