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BENS INVENTARIADOS

Estruturas Arquitetônicas e Urbanísticas

Edificação à Rua Francisco de Barros nº 0897.
Sede. Passa Quatro/MG.

Endereço
Rua Francisco de Barros Nº 0897. Bairro Barrinha.
Distrito
Sede.
Município / Estado
Passa Quatro / MG
Propriedade
Privada particular – Emanuel Ribeiro Peralva.
Responsável
Dalísio Peralva.

Situação de Ocupação

Próprio.

Uso atual

Residencial.

Imagens

Cartografia

Análise de entorno

A Vivenda Ritinha localizada a rua Francisco de Barros, via que dá acesso ao bairro rural Barrinha traduz traços bucólicos da região. A paisagem natural passaquatrense pode ser percebida através do entorno que não apresenta outras construções vizinhas muito próximas. O fechamanto do terreno é feito por cerca de arame. Uma vegetação rasteira as margens da estrada de terra que dá acesso ao sítio mistura-se a árvores de pequeno e médio porte no mesmo local. Há infra-estrutura básica e iluminação pública.

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Histórico

Inserido harmoniosamente na ambientação rural passa-quatrense, o sobrado da “Vivenda Ritinha” agrega traços de temporalidades passadas, seja nas formas físico-arquitetônicas ou nas apropriações que os moradores realizam nos dias atuais. O viver do campo é privilegiado no cotidiano, através do qual várias atividades acontecem no entorno do imóvel: plantações de gêneros agrícolas, criações de pequenos animais, cultivos de hortaliças e coletas de frutas. Indagado a respeito da construção da casa imponente, o antigo morador Emanuel Ribeiro Peralva recorda-se que os trabalhos iniciaram-se na década de 30 do século XX. Para isso, foram necessários quase dez anos para que as obras terminassem; lideradas pelo pai do entrevistado, o senhor Seraphim Martins Peralva, as atividades transcorreram envoltas em uma atmosfera de muito trabalho.

Ao requisitar os serviços do mestre de ofícios José Soka, além do marceneiro Pedro Coutinho, o já falecido Seraphim empenhou-se para entregar o sobrado para a sua recém-esposa, a senhora Rita Ribeiro Peralva. Não por acaso que a inscrição da fachada ostenta a poética combinação “Vivenda Ritinha”, tornando-se referência para aqueles que transitavam pela estrada de terra batida nas proximidades do sobrado. Com relação aos materiais utilizados para a edificação, o filho do casal ressaltou que muitas são as pedras de rio que ainda sustentam a residência, a qual se singulariza pela solidez e beleza das formas vistas no porão. O casal Seraphim e Dª Ritinha criou além de Emanuel, Antônio, Emanuela, Rita, Rui e Seraphim, os quais saíram da casa em diferentes momentos para constituírem suas famílias.

Comentários sobre o lago de peixes e o moinho de vento permanecem nas memórias do entrevistado, elementos estes que traziam ainda mais riquezas simbólicas ao agradável sobrado. Após a morte do casal pioneiro, o imóvel permaneceu fechado por mais de cinco anos, quando novos familiares vieram a lograr nova vida ao bem histórico. Quando se casou no ano de 1984, o sobrinho de Emanuel Peralva, o senhor Dalísio Peralva e sua mulher Maria Aparecida mudaram-se para a residência onde moram até hoje com seus três filhos. Apaixonado por aquilo que chama de “coisas antigas”, Dalizinho, como é mais conhecido, orgulha-se de manter a morada com móveis antigos.

 Ademais, há cerca de cinco anos atrás realizou reformas no banheiro e trocou alguns revestimentos de madeira das janelas e do assoalho – tais intervenções justificaram-se pela necessidade de manutenção. Consciente de que a casa representa um importante fragmento passa-quatrense, o atual morador faz questão de reiterar que a “Vivenda Ritinha” traduz muito da história da localidade.

Notas

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Descrição

A construção analisada localiza-se na divisa entre o “urbano” e o “rural”. Suas feições ecléticas são percebidas através das formas diferentes dos vãos da fachada principal e pelos frisos destacados na horizontal e diagonal. O partido retangular está implantado em um grande terreno. O imóvel tem um pavimento edificado sobre porão habitável de alvenaria de pedra e estrutura de madeira. O acesso à edificação é lateral direito, por escadaria de revestimento em cimentado vermelhão até a varanda com guarda-corpo de madeira e piso em ladrilho hidráulico. A fachada principal é assimétrica com quatro vãos, todos são aberturas de ventilação e iluminação com enquadramento em argamassa espessa. Duas no pavimento inferior atendem ao porão e recebem apenas grades como fechamento. Já as janelas superiores têm esquadrias de madeira e folhas de abrir. A janela a esquerda da construção tem verga em arco abatido, bandeira e vedação com vidros coloridos. A cobertura é composta por telhado de cinco águas e telhas francesas, cumeeira perpendicular à frente do terreno e coroamento com guarda pó e calhas. Um frontão triangular, destaca a empena onde se lê: Vivenda Ritinha.

Passando pela varanda, chega-se na porta de entrada do imóvel, que dá em um pequeno hall que distribui os ambientes a partir de três portas: à frente está uma ampla sala e à direita e à esquerda do hall, estão distribuídos os quartos – estes são dispostos de forma a entrar um dentro do outro, há uma suíte. Passando pela sala, tem-se a direita um grande quarto e a esquerda a sala de jantar; ao lado desta está a cozinha que tem acesso direto com a área externa. Também a partir da sala de jantar chega-se ao banheiro. Os pisos e forros das salas e dos quartos são tabuados; o piso dos banheiros e da cozinha são cerâmicos. Toda a área externa é permeável. É utilizada para criação de animais, plantação de árvores frutíferas e para lavagem e secagem de roupas.

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Proteção legal

Nenhuma.

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Estado de conservação

Regular: o imóvel apresenta desgaste da pintura nas fachadas, partes faltantes de elementos estéticos e de vedação, manchas de umidade, infiltração interna e externamente e descolamento de forros e pisos. Além disso, é possível observar que o porão apresenta maior problema quanto a manutenção da estrutura de madeira, com algumas peças desgastadas e com fissuras, inclusive recobertas por cimento.

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Fatores de degradação

O imóvel apresenta desgaste da pintura nas fachadas, partes faltantes de elementos estéticos e de vedação, manchas de umidade, infiltração interna e externamente e descolamento de forros e pisos. Além disso, é possível observar que o porão apresenta maior problema quanto a manutenção da estrutura de madeira, com algumas peças desgastadas e com fissuras, inclusive recobertas por cimento.

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Medidas de conservação

A edificação deve ser submetida à reforma e posteriores manutenção e vistoria constantes para impedir que os problemas já identificados possam se agravar posteriormente, afetando a integridade da construção:

- Revitalizar a pintura externa, repondo pontos desgastados e com partes do reboco descoladas, além das esquadrias, elementos estéticos e revestimentos;- eliminar manchas de umidade presentes na base das fachadas;

- Inspecionar constantemente as telhas e calhas, a fim de se evitar goteiras e infiltrações, principalmente nos períodos chuvosos;

- Imunizar todo o madeiramento;

- Não substituir qualquer elemento de composição e/ou estrutural sem antes a avaliação de um técnico especializado;

- Inspecionar constantemente as áreas de risco e os ambientes para verificação de curtos e focos de incêndio;

- Não realizar ligações elétricas improvisadas e, quando necessário, consultar um técnico especializado;

- Realizar manutenção periódica das instalações hidráulico-sanitárias.

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Intervenções

Ao longo dos anos foram poucas as reformas realizadas no imóvel, apenas para manutenção como a de substituição de algumas peças de madeira que estavam danificadas no piso e nas esquadrias e a reforma do banheiro, realizadas há cerca de cinco anos.

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Referências

Orais:

Emanuel Peralva Ribeiro. Entrevista, jun/2006.

Dalísio Sales Peralva. Entrevista, jun/2006.

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Informações complementares

Sem referências.

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Ficha técnica

RESPONSÁVEL PELAS INFORMAÇÕES: PREFEITURA MUNICIPAL DE PASSA QUATRO/MG.

Levantamento(Jun/2006): Vanessa Regina Freitas (Arquiteta Urbanista), Hilário Figueiredo Pereira Filho (Historiador) e Márcio Monteiro (membro do Conselho Municipal de Patrimônio).

Elaboração (Jun a Dez/2006): Vanessa Regina Freitas (Arquiteta Urbanista) e Hilário Figueiredo Pereira Filho (Historiador).

Revisão (Mar/2007): Memória Arquitetura.

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